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segunda-feira, 26 de março de 2007

Cientistas anunciam primeiros clones de lobos

Um ex-colaborador do cientista sul-coreano Hwang Woo-suk, que foi acusado de violar a legislação sobre bioética com falso estudo sobre clonagem de embriões humanos e obtenção de células-tronco, anunciou hoje que teve sucesso ao clonar lobos, uma espécie em extinção. Os dois animais clonados nasceram em 18 e 26 de outubro de 2005, segundo Lee Byeong-chun, um professor de veterinária da Universidade Nacional de Seul.
Testes de DNA mostraram que os dois lobos, batizados de Snuwolf e Snuwolffy, são clones, segundo informações oficiais da universidade. Os resultados serão publicados na revista Clonagem e Células-tronco (Cloning and Stem Cells).
Mel Gibson xinga professora por ter criticado seu ultimo filme

O astro Mel Gibson bateu-boca com uma professora nos EUA. O motivo: ela criticou "Apocalypto", último filme do polêmico diretor. O ator participava de uma palestra na Universidade Pública da Califórnia, na última quinta-feira, quando Alicia Estrada, professora adjunta do centro universitário, acusou Gibson de tratar a cultura maia de forma racista.
Mel Gibson agrediu verbalmente uma professora em evento na CalifórniaQuando a mulher tentou ler uma carta escrita por maias descontentes com o longa-metragem, Gibson soltou logo um sonoro "fuck off". Em tradução livre, seria mais baixo do que mandar alguém "se ferrar" ou "parar de encher o saco" no Brasil. A docente foi retirada do auditório onde acontecia o evento. Após o caso, o assessor de Gibson, Alan Nierob, disse que Alicia "provocou" e só queria holofotes. "A mulher foi grossa, tanto que até a organização a tirou do local."Já a universidade que serviu como palco para a polêmica quis amenizar para o lado do astro. "Os estudantes adoraram a presença do sr. Gibson.", disse o porta-voz acadêmico John Chandler.Assim como judeus que foram ofendidos por Gibson no ano passado, a professora exige desculpas. "Não só a mim e ao programa de estudos da América Central, mas também ao povo maia", diz ela.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Superdotados buscam refúgio em heavy metal, diz estudo

LONDRES - Estudantes talentosos que se sentem pressionados por sua capacidade usam música heavy metal para superar as suas emoções negativas, de acordo com um estudo da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha.
A pesquisa foi coordenada por Stuart Cadwallader e Jim Campbell, da Academia Nacional para Jovens Talentosos e Superdotados da universidade britânica. Ambos estudaram 1.057 alunos entre 11 e 18 anos.
Os jovens responderam a questionários sobre família, comportamento na escola, nas horas de lazer e preferências na imprensa. Os alunos também responderam a perguntas sobre o seu gosto musical.
O rock foi o estilo mais popular, seguido de perto pelo pop. Mais de um terço dos entrevistados citou o heavy metal como gênero favorito.
Os estilos musicais também foram associados a características de personalidade dos jovens: os que dizem gostar de heavy metal teriam uma auto-estima mais baixa do que os outros.
Intrigados com essa relação, os pesquisadores então entrevistaram 19 estudantes superdotados sobre a opinião deles acerca do heavy metal.
Canalizar raiva
Os estudantes, embora afirmassem não se considerarem "metaleiros", disseram se identificar com alguns aspectos dessa subcultura.
Eles dizem que o heavy metal pode ser usado como instrumento de catarse, usando a música normalmente alta e agressiva para liberar as suas frustrações e irritações.
Embora os fãs mais ardorosos afirmem que o heavy metal é "música para toda hora", muitos disseram ouvir esse estilo apenas quando estão de mau humor.
"Talvez as pressões associadas ao talento e a superdotação possam ser temporariamente esquecidas com o auxílio da música", disse Cadwallader.
"Como um estudante sugeriu, talvez jovens mais inteligentes sintam mais a pressão sobre eles do que os outros e usem a música para lidar com isso."
A pesquisa vai ser apresentada nesta quarta-feira, 21, na Conferência Anual da Sociedade Britânica de Psicologia, que acontece na Universidade de York.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Aquecimento é considerado ameaça em vários países
Uma consulta internacional sobre mudança climática revelou que a maioria das pessoas em muitos países, com exceção dos Estados Unidos, vê o aquecimento global como uma ameaça crítica.

A consulta, realizada pelo The Chicago Council sobre Assuntos Globais e pela organização WorldPublicOpinion.org, em cooperação com outros institutos de pesquisa, revelou que 46% dos americanos acreditam que o aquecimento global é uma "ameaça crítica" em contraste com os 39% que pensam que é uma "ameaça importante, mas não crítica" e 13% dos que acreditam não ser absolutamente uma ameaça crítica.
A maioria dos entrevistados em México (70%), Austrália (69%), Coréia do Sul (67%), Irã (61%) e Israel (52%) disse acreditar que o aquecimento global é uma ameaça crítica, enquanto na Ucrânia apenas 33% disseram se sentir desta forma. Perguntados se medidas imediatas deveriam ser tomadas para combater o aquecimento global, mesmo que representem custos significativos, 43% dos americanos concordaram contra 69% dos australianos, 54% dos israelenses e 42% dos chineses.
Steven Kull, editor do WorldPublicOpinion.org, disse que embora a maioria absoluta dos entrevistados em todos os países ainda precise avaliar quão sério é o problema do aquecimento global, as descobertas da pesquisa são encorajadoras, pois apontam para uma percepção generalizada de que é preciso agir.
"Considerando que este problema é discutido há apenas cerca de duas décadas, o fato de já termos um consenso global de que é necessário agir e que se trata de uma ameaça séria é notável", disse Kull. "O público ao redor do mundo parece estar algo à frente de onde estão os governos em termos de resposta", acrescentou. "O que é realmente impressionante é que o público, mesmo aquele que não é bem informado sobre o tema, está preparado para pagar o preço e os governos não acompanham" esta consciência, emendou.
Quando às descobertas feitas nos Estados Unidos, o maior emissor do mundo de gases de efeito estufa, Kull disse que é significativo o aumento contínuo do número de americanos dispostos a pagar o preço de enfrentar o problema do aquecimento. "O que é mais importante é que apenas 17% endossam a posição da administração Bush de que não deveríamos fazer nada com custo econômico até que estejamos mais certos de que o aquecimento global é realmente um problema", disse Kull.
A consulta, com margem de erro de 3-4%, foi realizada em diferentes períodos do ano de 2006 em 17 países e nos territórios palestinos. Algumas perguntas não foram feitas em todos os países. As entrevistas foram realizadas em China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Rússia, Tailândia, Ucrânia, Polônia, Irã, México, Coréia do Sul, Filipinas, Austrália, Peru, Argentina, Israel e Armênia.